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Autor: Ariel Gajardo

Ariel Gajardo

Ariel Gajardo

Ariel Gajardo é blumenauense, blogueiro desde 2002 e apaixonado pela arte de rua quando conheceu a técnica de stencil. Publicitário recém-formado, teve um amor à primeira vista com o marketing de guerrilha e os temas que rondam a sua teoria e prática, tendo blogado a sua monografia sobre o tema. Encontrou-se ali, onde vive uma parte da publicidade criativa, que quebra conceitos estabelecidos e que conquista targets de maneira ousada.

Apesar do grande affair que tem pelo design gráfico e pela tipografia, depois de três anos largou os programas vetoriais e de edição de imagem para conquistar novos espaços em mercados ainda obscuros da publicidade. Atualmente escreve sobre guerrilha para o blog SimViral e reside em São Paulo, trabalhando com Redes Sociais na Espalhe - 1ª Agência de Marketing de Guerrilha do Brasil. Ao mesmo tempo, devora tudo sobre mídias não convencionais, comunicação na internet, intervenções urbanas e experimentalismos em estratégias de marcas sedutoras.

Também tem comentado sobre o que lê por aí no www.arielgajardo.tumblr.com

Qualquer coisa, é só chamar:

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Touched Echo

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Markus Kisson, estudante de Digital Media na Universidade de Artes em Berlim, conseguiu abusar de interação numa experiência sensorial altamente chocante, transbordando feeling e esnobando toda uma gama de parafernália tecnológica existente na atualidade.

O dito cujo criou uma instalação chamada Touched Echo, que tem como objetivo recordar os visitantes de Dresden na Alemanha sobre um terrível ataque aéreo que aconteceu no dia 13 de fevereiro de 1945, na região  de Brühl's Terrace. As pessoas devem inclinar-se apoiando-se na grade da varanda, ao mesmo tempo em que tampam os ouvidos - imitando a posição daqueles que estavam na data fatídica. O som transmite-se metal até o corpo, levando o barulho assustador de metralhadores e aviões pelos membros até a cabeça.

Vale dar uma olhada nas loucuras que Markus anda aprontando por aí.

Via blog da Torke.

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Stencil de QR Codes com Banksy

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Foto Aqui está uma prova de que a tecnologia dos celulares chegou a diversos nichos, através de inimagináveis utilizações.

Para aqueles que gostam de intervenções urbanas, Banksy é referência. Um dos mais ousados artistas de rua do mundo que tem em seu portfolio dezenas de ações inesquecíveis, ícones de uma cultura crescente nas metrópoles modernas. Instalações que brincam com o mobiliário urbano, chocam as pessoas e sempre transmitem uma mensagem questionadora sobre a arte, o modo como vivemos nas cidades e a forma como encaramos a vida.

Agora, como se já não bastassem as projeções que acontecem nas grandes cidades onde grafiteiros usam lasers e luzes para pixar virtualmente os prédios, Banksy está se aproveitando de uma velha-nova (velha lá fora, ainda pouco utilizada por aqui) ferramenta dos celulares: os leitores de QR Codes - códigos bidimensionais que auxiliam no armazenamento de informações (endereços, urls, números) em aparelhos móveis. Nas suas mais recentes obras, o artista aproveita para pintar os codes, que levam diretamente ao verbete com seu nome no Wikipedia.

Só faltou checar os limites da tecnologia: parece que as páginas da enciclopédia não são as mais amigáveis quando acessadas pelos browsers dos celulares.
Via.

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A primeira impressão é a que fica

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Foto Fato: nem sempre um VT sensacional veiculado no meio do Fantástico resolverá a vida do cliente. Às vezes o problema está na seu material de PDV, por exemplo, ou na identidade visual da empresa. Ou seja, naqueles pontos que para alguns são os mais árduos de se produzir, mais chatos de se criar e menos glamurosos para se vangloriar no happy hour com os colegas.

Apesar disso, quando conversamos sobre cartões de visita, a prova de que a esperança é a última que morre é esta coleção de obras de arte (pelo menos pra mim), que serve como excelente referência para não ficar na mesmice dos 50x90mm. São superfacas, dobras, texturas e materiais que comunicam muito bem diferentes serviços. Até porque a primeira impressão é sempre a que fica e nesse primeiro aprouch também é importante impactar.
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TV: nada se perde, tudo se transforma

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Desde sua criação, a TV sofre alguns golpes - pequenos beliscões - ideológicos e tecnológicos. Assim aconteceu com o surgimento do controle remoto, na década de 80, onde o zapping foi anunciado como reflexo de um comportamento humano cada vez mais disperso, que ignoraria as informações comerciais com um simples clique. Mais tarde, ainda a dispersão também foi tema para profundos debates, junto da proliferação de canais altamente segmentados provenientes da TV a cabo.

Como não poderia deixar de ser, o mesmo acontece hoje em dia, enquanto a internet passa a entrar definitivamente nos lares dos cidadãos. O sinal tocou ao pipocarem os primeiros dados afirmando que a população de alguns países passam mais tempo na frente do computador do que da telinha, sem contar os resultados de pesquisas que mostram o poder de influência da "mídia tradicional" diminuindo diante dos blogs de nichos de mercado e da opinião de terceiros nas redes sociais virtuais. Os anunciantes americanos já perceberam isso: em recente pesquisa realizada pela Association of National Advertisers e Forrester Research, 62% afirmaram estar incrédulos quanto à eficiência dos reclames veiculados na TV atualmente.

Apesar de tudo, o poder que ela tem como veículo de comunicação crível e global ainda é inquestionável e a mesma pesquisa que bate também assopra ao apontar algumas luzes no fim do túnel. 87% desses mesmos anunciantes acreditam no branded entertainment como solução para os problemas de dispersão e 45% querem experimentar as possibilidades comerciais da televisão interativa.

Além disso, a internet que outrora foi vilã pode ser aquela que vai dar uma mãozinha na manutenção dos grandes conglomerados midiáticos. Os anunciantes estão dispostos a encarar essa nova roupagem mais conectada da TV: 65% deles querem testar publicidade em programas de TV on-line, ao mesmo tempo em que 55% se interessam em inserir publicidade em video on demand.

Ou seja, para a TV, para as mídias tidas como tradicionais e para tudo no universo, continua valendo a regra: nada se perde, tudo se transforma.

Via aqui e ali.



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Flash mob sem preconceito

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Para quem não sabe, flash mobs são encontros "espontâneos" de pessoas, geralmente combinados por IM, SMS e comunidades virtuais, com o propósito de fazer algo surpreendente para chamar a atenção de todos. Depois de alguns minutos, quando tudo acaba, a multidão simplesmente dissipa-se como se nada tivesse acontecido. Um pouco esquisito, é verdade, e assim como o astroturfing e os mais populares podcast, blog e bluetooth, pode vir a ser um termo que para muita gente não quer dizer nada. Compreensível.

Mas antes de tachar o flash mob de estupidez proveniente de cabeças juvenis demais, deve-se encarar essa como mais uma das milhões de possibilidades interativas que interligam as pessoas nos dias de hoje - principalmente os jovens. Uma oportunidade passível de virar ferramenta de comunicação para marcas que almejam espaço tanto no coração dos consumidores mais descolados como no noticiário local. Vide o exemplo do flash mob abaixo, promovido pela Coca-Cola e que acabou virando comercial.

O blog Improv Everywhere, criado em 2003, mostra que tem gente que leva a sério esses inusitados encontros, reunindo pessoas fissuradas em flash mobs do mundo todo. Os nomes das reuniões explicam por si só o desprendimento dos participantes: "No pants", "No shirts", "The Mp3 Experiment Four", "Valentine's Mission". Vale a pena assistir aos vídeos que mostram o impacto das ações nos principais jornais das cidades, digerindo a espontaneidade e captando as milhões de possibilidades geradoras de buzz.

E como agora o impacto criativo requer não apenas um "uou!" por parte do telespectador/ouvinte/leitor, mas também um envolvimento do target em ações que o façam espalhar mensagens virais, fica aí a dica: flash mob. Ambientes propícios para a contaminação do consumidor, carregados de potencial para explodir em mídia espontânea.

Post inspirado por este outro.

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