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Autor: Emilio Cerri
14 Fev 08
1963. Já no primeiro ano da Propague, foi conquistada a conta das Indústrias Moritz, de Florianópolis, que no seu portfolio de produtos tinha umas deliciosas balas, quase bombons, de chocolate com recheio de coco queimado. A produção era caprichada, praticamente artesanal. A gostosura se chamava Rococó e vinha embrulhada em papel de seda com desenhos ao estilo Luís XV. Um detalhe: a palavra Rococó estava no rótulo sem o acento agudo. Por isso, a gente começou a brincar com o nome e, em razão do recheio, chamava a bala de Rococo. Foi então que alguém sugeriu: por que não propor esse novo nome que explica o produto?. Levamos para o cliente junto com uma campanha de rádio (não havia outra mídia eletrônica). Foi um choque, mas aceitaram a "ousadia". Conclusão: sucesso total. A fábrica não dava conta da demanda.