Autor: Jason Braun
A essa altura todo mundo já sabe que a Unilever está lançando sua campanha mundial para Rexona, toda ambientada no futuro. Baseada na visão de comunicação 360º, conta com várias ações de guerrilha, como projeção de lasers nos prédios de São Paulo, e o vôo de um homem usando jetpack em plena Av. Paulista. Mas é na internet que essa atenção aos detalhes se mostra mais forte. Além do site da campanha, foi criado um site de uma empresa fictícia especialista em casting de robôs. Nessa página vemos os vários testes para o papel do robô que estrela os comerciais. Mas o interessante é que em nenhum momento se cita ou mostra a marca Rexona. Mesmo assim esses vídeos fazem parte do universo da campanha, uma espécie de extra ou easteregg para os comerciais de TV. E uma maneira interessante de criar conteúdo e até branding, mesmo que a marca não apareça. Confira abaixo os "testes".
De arrepiar a idéia do Channel 4 para promover a temporada de filmes do diretor Stanley Kubrick. O comercial do canal inglês faz um passeio pelo backstage e cenários do clássico "O Iluminado", mostrando em um plano seqüência de 55 segundos detalhes como o labirinto na neve, as gêmeas-fantasma e o triciclo do garotinho, entre outras referências que os cinéfilos adoram encontrar.
Dia desses, dando uma olhada nas novidades do cinema que vem por aí, achei o poster do novo filme dos irmãos Coen, Burn After Reading. À parte o nome dos diretores, que sempre promete uma boa história, o que me chamou atenção foi o design, claramente inspirado no genial Saul Bass. Prova de que esse estilo - bastante simples e ao mesmo tempo icônico - continua moderno. Vale lembrar que Bass foi responsável por alguns dos mais famosos posters do cinema, como Um Corpo Que Cai, de Hitchcock, e Anatomia de um Crime, de Otto Preminger. Além disso o designer era um mestre em criar seqüências de abertura para os filmes, com visual facilmente reconhecido até hoje, e imitado em filmes como Prenda-me se For Capaz. Veja abaixo alguns exemplos da arte de Saul Bass e, se interessar, clique aqui para conhecer um ótimo site dedicado a ele.
Genial. Se fosse escolher apenas um adjetivo para descrever o curta abaixo, seria esse. No filme, Selton Mello e Seu Jorge discutem as diversas mensagens e relações (supostamente) implícitas nos filmes de Quentin Tarantino - vocês sabem, o cara por trás de sucessos como Pulp Fiction e Kill Bill. Com roteiro e direção do coletivo artístico 300ml, e produção da Republika Filmes, o curta dispara uma série de teorias esdrúxulas (embora pertinentes) sobre a obra de Tarantino e a cultura pop em geral - como a tese de que o clássico das Sessões da Tarde, Top Gun, é na verdade um enrustido manifesto gay. Enfim, só assistindo pra entender. Em tempo: o curta é do ano passado, mas quem já viu vai curtir ver de novo, e quem não viu está perdendo se não apertar o play aí embaixo.
É cada vez mais forte a união das marcas com o conteúdo de entretenimento. Não só quando produtos aparecem em filmes ou seriados - caso recente da Audi em Homem de Ferro - mas também quando os personagens dos filmes passam a figurar em produtos - como o Mc Donalds costuma provar quase semanalmente. Mas o filme Hellboy - The Golden Army foi um passo além com a Adidas. O personagem principal - originário dos quadrinhos da editora Dark Horse - vai aparecer em uma série exclusiva de tênis, em tiragem limitada. Vale notar que o preço também será bem exclusivo. Só falta dizer quem está fazendo propaganda de quem nesta ação.