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Autor: Roberto Costa

Roberto Costa



Meu tipo inesquecível

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Foto O Picolé sempre foi muito infruído.
Antes de se amarrá andou com uma ratatulha das boas.
Cuba no Paineiras, hi-fi no Cântri. Arrastava muita gostosa pro Morro da Cruz.
Mas nunca foi mandrião.
Como era bom das idéia foi inventá côsa na tal da AS Propague, do Antunes, não tem?!

Depois da Galega teve que saí da gandaia. Aí mesmo é que se enfiou nos desenho. Fez uma marcalhada danada por este Estado afora. E até pra fora.

Ganhou um monte de estauta. Enricou muito freguês. No rolo da trampa sempre ficava de sangue doce. Tem um coração de pomba. Mas nunca mofou com ela na balaia. Nem com bilro nalmofada.

Curtia a Ilha adoidado, mas tinha os zóio no mundo: Noviorque, Londres, Paris, Milão, Japão. O escambau.

Picolé,
Dasumbanho.
Ésumonstro.
E arrombasse de novo com esta Peixodelic.

Vai, Picolé.
Avoa.
Cada vez mais alto. Pra lá do Cambirela.
Mas, devezenquando, pousa lá nos Bombeiros. Pro café da Dalva.

Roberto Costa

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