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Autor: Rogério Alves

Rogério Alves



Oasis ali na esquina

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Houve um tempo em que as músicas estouravam nas rádios, e só então ganhavam as ruas. A BBH de Nova York acaba de fazer o contrário.
Para aumentar a expectativa e promover o lançamento do próximo álbum da banda Oasis (Dig Out Your Soul), eles contrataram 30 músicos de rua para tocar em praças, esquinas e estações de metrô algumas das músicas inéditas que estarão presentes neste novo disco. Os próprios membros do Oasis ensinaram as músicas para os artistas. Ao lado de cada músico, um cartaz dizia "Você é o primeiro a ouvir esta nova música do Oasis", informando também o título do álbum e a data do lançamento, dia 7 de outubro. O vídeo abaixo é uma matéria do NYPost.com que conta esta história e mostra o making of.
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O rap das partículas

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Foi ligado hoje, à 1h da manhã pelo horário de Brasília, o Grande Colisor de Hádrons, cuja sigla em inglês é LHC. Nele, os cientistas pretendem provocar a colisão de partículas próximas à velocidade da luz para simular em pequena escala o Big Bang e, assim, estudar a origem do universo.
E pra quem acha esse assunto muito chato ou difícil de entender, os cientistas envolvidos no projeto acabam de lançar um videoclip explicando, no melhor estilo Gangsta, qual é a parada. A casa caiu pros quarks. Agora é próton dando rolê na moral. Big Bang na cabeça, tá ligado?
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The Human Race

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No próximo domingo, dia 31 de agosto, acontece o Nike + Human Race 10k. Trata-se de uma corrida promovida simultaneamente em diversas cidades do mundo.
Para promover esta corrida em Buenos Aires, a BBDO da Argentina criou este comercial. Eles utilizaram post-its para criar uma animação em stop motion, mostrando os corredores pelas ruas da cidade.
Idéia simples, resultado impactante.

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Que saudades do Júlio Verne

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Pegando carona no post da Jaqueline (A Premeditação), resgato aqui um outro vídeo produzido em 2004 que trata do mesmo assunto: o futuro da mídia nas mãos das grandes corporações ponto com (veja abaixo). A maior diferença entre os dois é que em um deles a Google concorre com a Amazon pelo controle das informações. E no outro, Google e Amazon se unem para dominar o mundo. Em comum, o fim da Microsoft e das velhas mídias. Além, é claro, de um destino sombrio e assustador em que os computadores estão no comando e os humanos se tornam seus periféricos.

Previsões deste tipo não são novidade. Nelas, o futuro é geralmente uma época dominada por absolutismo, liberdade vigiada e conspiração. Quer exemplos? 1984, de George Orwell; O Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley; Blade Runner, de Ridley Scott (baseado em O Caçador de Andróides, de Philip Dick); Matrix, dos irmãos Wachowski; Metrópolis, de Fritz Lang, e por aí vai. Nenhum deles acertou em cheio, ou pelo menos ainda não.

Por outro lado, o mundo também teve Júlio Verne e sua contemplação de um futuro em que a tecnologia ajuda a humanidade a evoluir. Porém, até mesmo Júlio Verne teve seu momento de pessimismo. Em 1863 ele escreveu Paris no Século XX. O livro ficou engavetado até 1989, quando foi encontrado por um bisneto do autor. Esta obra retrata uma sociedade vivendo em grandes centros, com recursos tecnológicos impressionantes mas, ao mesmo tempo, desculturizada. Realmente, esse Júlio Verne não errava uma.

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Fisgando o consumidor pelo nariz

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Foto Essa notícia vem diretamente do Advertising Age: acaba de ser testado com sucesso estrondoso na Alemanha o primeiro comercial de cinema com cheiro. Nesta ação, um filme de 1 minuto mostra banhistas na praia, num belo momento ensolarado. Lá pelas tantas a essência de Nívea Sun é liberada na sala. No final, entra a assinatura: Nivea Sun. A essência do verão.
Para avaliar o resultado desta idéia eles fizeram um teste mostrando o mesmo comercial em outras salas de cinema, sem o recurso do cheiro. E perceberam que a "turma do cheiro" teve um recall 515% maior.
Segundo a Cinescent, empresa responsável pela nova tecnologia, é possível reproduzir nas salas de cinema o cheiro de qualquer coisa.
A idéia já está migrando para o Reino Unido, onde o fabricante de um carro conversível quer fazer um comercial reproduzindo o cheiro do campo e da grama recém-cortada. As possibilidades são infinitas.
Esta técnica, batizada de "endorphin branding", tem tudo para transformar não apenas a publicidade nos cinemas, mas o próprio cinema.
Eu até reproduziria o filme aqui, mas sem o cheiro do produto não teria graça.
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Aquele jingle

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Em tempos de splash, é sempre bom lembrar como a propaganda pode ser mais atraente, envolvente, lúdica e, por isso mesmo, vendedora. No site Clube do Jingle você encontra todos aqueles temas que fizeram parte da sua infância, não importa se você tem 20 ou 70 anos de idade. São vários clássicos da publicidade, muitos deles ainda vivos na memória apesar da marca ou do anunciante já não existirem mais.
E pra quem não gosta de nostalgia, também tem excelentes trabalhos produzidos recentemente - pra comprovar que ainda hoje a propaganda pode ser atraente, envolvente, lúdica e, por isso mesmo, vendedora.

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Vai, Popozuda

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Uma das mais sérias conseqüências da globalização pode ser vista neste comercial da Nike. Eles usaram a música (se é que podemos chamar de música) "Popozuda Rock'n Roll" (se é que podemos chamar de rock'n roll) em seu mais recente filme para o mercado italiano.
A grande sacada deste comercial é mostrar o jogador Pirlo, um excelente batedor de faltas, superando uma barreira formada por umas 50 pessoas numa hipotética e pouco provável partida de futebol de rua.
Contrariando o conceito "Take it to the next level", a Nike dessa vez foi baixando até o chão.
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O rei está nu

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Imagine a seguinte cena:
Uma dupla de criação está trabalhando num comercial de TV para uma marca de chocolate. De repente o redator diz: "Tive uma puta idéia! Vamos fazer um filme com um gorila tocando bateria, naquela música "In The Air Tonight", do Phil Collins! Não é genial?". O diretor de arte, sem entender o que é que uma coisa tem a ver com a outra, mas não querendo ser visto como alguém menos inteligente, finge que entendeu e dá até uma sugestão: "Legal! Esse gorila poderia até ter uns trejeitos e umas expressões que lembrem o próprio Phil Collins...".

Daí chega o diretor de criação e os dois apresentam a grande sacada. Assim como o diretor de arte, ele não quer que ninguém questione a sua capacidade de enxergar uma idéia tão boa, tão grandiosa.

Assim o roteiro segue seu caminho, obtendo do atendimento, do diretor de atendimento e do dono da agência o mesmo comportamento de quem se recusa a admitir que não entendeu. Afinal, ninguém gosta de admitir que não entendeu a piada.
Chegando no cliente, o efeito se propaga entre gerentes, diretor de marketing, vice presidente e CEO. E, obviamente, é aprovado sem ressalvas.Talvez em casa, contando o filme pra mulher, alguém tenha confessado que não entendeu a idéia.
- Mas é só isso? Um macaco tocando bateria?
- É.
- Igual o Phil Collins?
- Bem parecido, só que com mais cabelo.
- Tem certeza que você não se distraiu no meio da apresentação? De repente tem alguma parte que explica a mensagem...
- Não, não. O presidente achou tão bom que pediu pra passar mais 5 vezes.
- Olha, também não entendi. Mas fica quieto e diz que você adorou, porque senão vão te transferir pro almoxarifado.

Alguns meses depois, sem encontrar pela frente uma única pessoa que perguntasse que diabos é isso (ou, se alguém perguntou, deve ter sido transferido para o almoxarifado), o filme do macaco tocando bateria para vender chocolate é inscrito no Festival de Cannes. E o exigente júri, formado pelos melhores publicitários do planeta, concede a esta peça o almejado, invejado e cobiçado Grand Prix, a premiação máxima do Festival. Provavelmente, por unanimidade.

Essa é a minha explicação. Se você tem outra, por favor divida comigo. O filme está logo abaixo.

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Salvem os tubarões

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Este filme traz uma informação perturbante: "A cada ano, 10 pessoas morrem atacadas por tubarões. E 200 milhões de tubarões morrem pela ação do homem".
A criação é da Y&R de Frankfurt, para o Sharkprojetc, uma ONG com sede na Alemanha.
Via Duncan's TV Ad Land.
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À prova de chefe

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Foto O Conselho do Livro da Nova Zelândia acaba de lançar o disfarce perfeito pra quem precisa fingir que está ocupado quando, na verdade, está lendo um bom livro. Trata-se do readatwork.com, um site que transforma a tela do seu computador num clássico desktop do Windows. Neste falso desktop você encontra pastas com diversos clássicos da literatura, todos eles em formato ppt. Ao abrir um destes arquivos, você encontra uma obra literária disfarçada de apresentação de Power Point, com direito a gráficos, fotos, ilustrações e todos os clichês imagináveis. Assim, enquanto seus colegas pensam que você está analisando algum relatório, você estará na verdade viajando com Tolstoy, George Orwell, TS Eliot ou alguns autores neozelandeses.
Mais que uma sacada para enganar o chefe, esta ação é uma idéia divertida e original que estimula o hábito da leitura.
Ao final de cada "apresentação", você tem a opção de enviar o link via e-mail, viralizando a idéia até não poder mais.
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