Filtro por categoria: miscelânea
"Para todas as pessoas criativas. Vídeo feito para o 5° Typophile Film Festival, mostra como nossos cinco sentidos contribuem e aumentam nossa criatividade, aproveitem! http://typophile.com/"
Braços desproporcionais, corpos sem cabeças, composições sem sentido e muitas outras bizarrices são coletadas diariamente pelo PhotoShop Disasters. Em menos de um ano, o blog já mostrou mais de 300 peças verdadeiras, publicadas e mal "photoshopadas". Qualquer um que identificar um erro grotesco na manipulação de fotografias pode mandar pro site. Portanto, se você trabalha com PhotoShop diariamente, tome cuidado, pois o próximo a sair no PhotoShop Disasters pode ser você!
A F/Nazca S&S acaba de produzir pela O2 Filmes um vídeo de animação para a campanha institucional da ONG carioca AfroReggae. A criação mostra, de maneira bastante simpática, o resgate e a conquista de meninos da favela pela música. No filme, o muro retrata o preconceito da sociedade, que é quebrado quando a música vem para transformar em elo o que era distância.
Quando se expõe o problema da degradação da natureza de maneira não convencional, o recado é dado de forma mais impactante, podendo atigir o sentimento e o intelecto das pessoas. No filme de animação - impecável - criado pela McCann Erickson Portugal para a ONG portuguesa Quercus (Associação Nacional de Conservação da Natureza), o desolador foi que vendeu a idéia de preservação. É quase que impossível não se comover com as expressões, os gestos e os olhares dos personagens quando prestes a se entregar à morte. Há quem ache esse caminho um tanto exagerado, se não apelativo, de disseminar a consciência ecológica. Mas o ser humano é racional e tem senso de sobrevivência, sente desconforto ao presenciar dor e sofrimento em qualquer ser vivo. Por bem ou por mal, o aviso de que a natureza está morrendo pela ganância do homem foi dado. "Se você desistir, eles desistem."
Assista o filme Global Warming - Quercus dirigido por FlavioMac com a pós-produção do estúdio carioca Seagulls Fly.
Um dia eu sonhei que vivia em outra dimensão. As pessoas andavam com lâmpadas acesas sobre a cabeça, uns tinham olhos com visão infravermelha e outros com dedos tipo de ET que fazia clic surgindo um brilho na tela do computador. Também tinha um grupinho que vestia modelitos bizarros feitos de páginas escritas e textos cheios de histórias, pareciam músicos com teclado pendurado nas costas. Havia uma ou outra figura que aparecia de vez em quando com uma corneta estrondosa e todo mundo parava em posição de sentido. Uns também bastante excêntricos eram os chamados advogados sem juízo, que usavam máscaras de lobo e capa de cordeiro.
No sonho deu tempo de analisar toda essa gente estranha até o momento em que alguém se aproximou e, com uma corneta infernal, me fez suar frio. De repente eu acordo babando em cima de uma pilha de jobs, com a coordenadora me olhando feio e o teclado do pc pendurado nas costas.
A maioria dos filmes e seriados mais antigos sobre super-heróis sempre teve um grande problema: os produtores e diretores usavam apenas a essência do personagem principal e refaziam o roteiro com uma visão pessoal e, é claro, dentro das limitações técnicas da época. O resultado final eram histórias completamente diferentes do que os fãs liam nos quadrinhos.
Na melhor das hipóteses só não mexiam nos uniformes dos heróis. Até no bom seriado Hulk, nos anos 70, os produtores mudaram o nome do personagem principal de "Bruce" para "David" Banner. Segundo Stan Lee, co-criador do Hulk dos quadrinhos, a justificativa foi que Bruce Banner soava um pouco afeminado.
Foi impressionante a mudança. Hoje existem pouquíssimas adaptações, algumas apenas para trazer as histórias para um contexto mais atual (no Homem de Ferro, por exemplo, o começo da história se passa no Afeganistão, originalmente era no Vietnã).
Não se trata apenas de respeitar o roteiro, mas respeitar inclusive o tratamento gráfico, como nos casos das obras de Frank Miller (Sin City e 300).
Porém, nada havia sido feito com tanto capricho como a versão cinematográfica de Watchmen (lançamento: junho de 2009), roteiro de Alan Moore e desenhos de Dave Gibbons. A história já era famosa no mundo dos quadrinhos pelo nível de detalhes. Alguns leitores leram mais de dez vezes e ainda se surpreenderam com os segredos escondidos em um quadrinho ou em uma frase, que passaram despercebidos antes.
Eles simplesmente recriaram tudo exatamente como nos quadrinhos, cada detalhe. Dave Gibbons, numa entrevista, chegou a comentar: "É como se eu tivesse entrado na minha própria imaginação", olhando o cenário do apartamento de um dos personagens da história. Veja os comentários na íntegra no link anexo.
Misturar entretenimento, música, filmes e causas nobres tem tudo a ver. Acredito que não há nada mais viral e popular do que a música, uma vibração sonora que passa de ouvidos em ouvidos transmitindo sensações e emoções diferentes. Convenhamos, nem pensar em citar aqui coisas do tipo "Créu". Quanto aos filmes e entretenimento, ainda se salvam algumas doses de cultura. Enfim, a questão é entender como bandas famosas utilizam seus clipes para divulgar ideologias humanitárias, ecológicas, entre outras manifestações que geram atitudes positivas. Pode ser que haja algo como o nosso Marketing Social, onde se vincula à marca uma imagem socialmente ou ecologicamente correta. Na verdade, adotar uma boa causa em videoclipes também pode ser puro censo humanitário das bandas - que isso não seja pura inocência minha. Para vender CDs ou para fazer a diferença no mundo, quem ganha com isso é o público, que acaba ouvindo músicas boas acompanhadas de ideologias do bem. Os vídeos abaixo são das bandas 30 Seconds to Mars e Radiohead, em que a primeira reflete no clipe seus propósitos artísticos e ajuda a divulgar uma campanha para combater o derretimento da calota polar, e a outra surpreende com música romântica ao fundo para alertar a uma realidade um tanto dura. O último me chamou atenção porque, de maneira literal, a escolha da música parece incoerente, mas por outro lado a sonoridade se encaixa perfeitamente na proposta do vídeo. A idéia veio de uma parceria entre a Radiohead e a MTV para a campanha EXIT (End Explotation and Trafficking) de combate à exploração do trabalho escravo infantil. A escolha da música foi por All I Need, uma declaração de amor que contrasta com imagens de um paralelismo divergente entre duas crianças de classes sociais opostas, sensibilizando para o trabalho infantil em países de Terceiro Mundo.
Assista abaixo o clipe da 30 Seconds to Mars e da Radiohead, conseqüentemente.
Mais um grande gênio do humor vai de mudança definitiva para o andar de cima.
Herói da contracultura americana, George Carlin faleceu neste domingo (22/06) aos 71 anos em Los Angeles.
Famoso por seu humor tipicamente ácido, na lata, cheio de ironia e, principalmente, muito palavrão, Carlin lotava grandes teatros com suas apresentações de stand up comedy desde 72 (aquelas em que o humorista fica em pé, sozinho, falando asneiras para a platéia).
Vale a pena conferir no Youtube toda a riqueza deste mestre do humor rebelde, que já foi censurado por ninguém menos que a Suprema Corte Americana por suas apresentações sobre “As sete palavras proibidas no rádio e na televisão”.
"Seven Words" e "Modern Man" são consideradas 2 das mais clássicas apresentações de George Carlin.
A festa deve estar boa por aquelas bandas, agora que George Carlin está engrossando o time ao lado de craques das piadas como Richard Pryor, Costinha e Mussum.