Que saudades do Júlio Verne

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Pegando carona no post da Jaqueline (A Premeditação), resgato aqui um outro vídeo produzido em 2004 que trata do mesmo assunto: o futuro da mídia nas mãos das grandes corporações ponto com (veja abaixo). A maior diferença entre os dois é que em um deles a Google concorre com a Amazon pelo controle das informações. E no outro, Google e Amazon se unem para dominar o mundo. Em comum, o fim da Microsoft e das velhas mídias. Além, é claro, de um destino sombrio e assustador em que os computadores estão no comando e os humanos se tornam seus periféricos.

Previsões deste tipo não são novidade. Nelas, o futuro é geralmente uma época dominada por absolutismo, liberdade vigiada e conspiração. Quer exemplos? 1984, de George Orwell; O Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley; Blade Runner, de Ridley Scott (baseado em O Caçador de Andróides, de Philip Dick); Matrix, dos irmãos Wachowski; Metrópolis, de Fritz Lang, e por aí vai. Nenhum deles acertou em cheio, ou pelo menos ainda não.

Por outro lado, o mundo também teve Júlio Verne e sua contemplação de um futuro em que a tecnologia ajuda a humanidade a evoluir. Porém, até mesmo Júlio Verne teve seu momento de pessimismo. Em 1863 ele escreveu Paris no Século XX. O livro ficou engavetado até 1989, quando foi encontrado por um bisneto do autor. Esta obra retrata uma sociedade vivendo em grandes centros, com recursos tecnológicos impressionantes mas, ao mesmo tempo, desculturizada. Realmente, esse Júlio Verne não errava uma.

Rogério Alves enviar p/ um amigo

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